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TRAUMAS CAUSADOS POR ACIDENTES DE TRÂNSITO PREOCUPAM ESPECIALISTAS

Os números de acidentes nas estradas de Brusque continuam chamando a atenção das autoridades de trânsito. Segundo dados da Polícia Militar, de janeiro a abril desde ano já foram registrados 389 acidentes de trânsito, registrados pela PM e Guarda de trânsito, envolvendo carros, motos, bicicletas e pedestres, sendo que deste total, 29 foram considerados graves ou gravíssimos. O relatório mostra ainda que, em 2020 ocorreram 20 óbitos causados por acidentes de trânsito e nos quatro primeiros meses deste ano, já são 4 óbitos, contra 9 no mesmo período do ano passado.

Neste sentido, campanhas como o Maio Amarelo, que tem como objetivo a conscientização para redução de acidentes de trânsito são necessárias e despertam a conscientização dos motoristas de que as sequelas de um acidentes são maiores do que danos materiais.

O médico ortopedista, Joel Mendes, membro da Associação Brusquense de Medicina – ABM e médico perito do DPVAT, que é responsável pela classificação das sequelas causadas pelos acidentes de trânsito e pelas indenizações, destaca que, “90% das situações, incluem membros superiores e inferiores, com maior incidência em membros inferiores, no segmento de pernas, com encurtamentos que causam, muitas vezes, dificuldade para ter um movimento ágil e rápido, gerando até mesmo problemas profissionais”.

“Quando são fraturas próximas às articulações de quadril, joelho e tornozelos, elas causam uma limitação significativa na mobilidade das articulações, isso acaba remetendo o paciente a ser readaptado a outra função na empresa ou a ser reabilitado pelo INSS, pois não tem como mais exercer a mesma atividade de antes do acidente. Além disso, este tipo de trauma normalmente exige cirurgia para colocação de metais, como placas ou parafusos e depois outra para retirada, causando um longo tempo de recuperação”, alerta o ortopedista.

A necessidade de seguir as normas de trânsito, também evita um grande número de acidentes que geram também sequelas estéticas, conforme explica o médico.

“Dependendo da gravidade do acidente, existem perdas de substâncias, de pele, de músculos, e outras estruturas, sendo que as cicatrizes que ficam devido as cirurgias, muitas vezes ocasionam cicatrizes grandes, longas, que podem chegar há 20 ou 30 centímetros. Então, além da questão funcional tem essa questão estética, que também determina uma alteração bastante importante no corpo da pessoa que sofre um acidente”, conta.

CICLISTAS ENTRAM NAS ESTATÍSTICAS

Outro público que tem preocupado as autoridades de trânsito e também os médicos, são os ciclistas. Durante a pandemia, onde muitas pessoas buscaram por esportes ao ar livre, o uso de bicicletas aumento consideravelmente. De acordo com uma reportagem divulgada pelo observatório da bicicleta, durante a pandemia, as vendas de bicicletas cresceram 118%, mais que o dobro. Também cresceram os acidentes com os ciclistas, mesmo com menos carros circulando nas ruas. No Estado de São Paulo, por exemplo, de janeiro a julho do ano passado, houve 238 mortes de ciclistas, o maior número dos últimos cinco anos. Nas rodovias, houve aumento de quase 10% de acidentes fatais envolvendo bicicletas.

O ortopedista, Dr Joel Mendes, lembra ainda que, nesta última década 8,5 mil ciclistas morreram em função de acidentes de trânsito, sendo 17% deste total, em São Paulo, Paraná em 2º com 9,7%, aproximadamente, e Santa Catarina, vem em 3º em causa morte, por atropelamento de ciclistas, com cerca de 9,3%.

“Este é um público que merece tomar um cuidado maior, pois as bicicletas oferecem menos proteção, ainda mais se o condutor não estiver usando os equipamentos de segurança necessários para evitar traumas durante algum impacto”, comenta o médico e destaca que os principais traumas nestes casos, são nos membros inferiores e superiores, além da cabeça, que podem causar lesões irreversíveis.

Vale lembrar que, em todos os casos, é fundamental respeitar as sinalizações de trânsito, não excedente os limites de velocidade, não falando ao celular ao dirigir, usar sinto de segurança, entre outras medidas de segurança, assim como para ciclistas também é necessário o uso de equipamentos de segurança, como capacete, sinalização, circular nas ciclovias e, se for pedalar em rodovias, use o acostamento. No mais, a regra é a mesma para todos: respeito e prudência.

Fonte: MidiaPress Asses Comunicação/Foto: seguradoralider.com.br



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