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SAÚDE CARDIOLOGISTA ALERTA SOBRE CUIDADOS COM PRESSÃO ARTERIAL

Doença é silenciosa e pode agravar após uso de medicamentos contra COVID. Manter hábitos saudáveis é fundamental

Um doença silenciosa, que acometeu no ano passado, cerca de 24% da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde, assim é a hipertensão, ou pressão arterial, como também é chamada. As informações ainda relatam que em média, 200 mil pessoas morrem por ano, por causas oriundas de hipertensão arterial. A análise por faixa etária, mostra que entre 20 e 50 anos de idade, a prevalência estaria em 16% da população e que, em pessoas com 60 anos ou mais, há um aumento de 55% de casos.

Porém, muitos casos não são relatados, pois as pessoas não apresentam sintomas e, desta maneira, não buscam atendimento médico, o que é um erro, conforme destaca a médica cardiologista Flávia Gomes Galdeano, membro da Associação Brusquense de Medicina (ABM), ao lembrar que no próximo dia 17 de maio, é o Dia Mundial da Hipertensão, uma oportunidade de conscientizar a todos sobre a importância da prevenção e combate a doença.

“Os sintomas mais comuns de hipertensão são: tontura, dor de cabeça, zumbido no ouvido, um cansaço importante, acima do esperado para a atividade realizada, uma visão borrada e dor no peito, por exemplo. Mesmo assim, esses podem ser sintomas de outras doenças, por isso, é fundamental fazer exames periódicos e aferir a pressão mais vezes, para poder fazer este diagnóstico”, explica a médica.

Ainda segundo a cardiologista, a principal causa da hipertensão arterial seria a história familiar, ou seja, se algum parente de primeiro grau, pai ou sua mãe tem pressão alta, a chance do filho ter, é bem grande. E, tem fatores externos à condição de família, que influenciam bastante, como o consumo de sal, pois o consumo de sal é altíssimo no Brasil; obesidade; consumo de bebida alcóolica; a idade mais avançada também faz a diferença; problemas renais e alguns medicamentos também causam hipertensão. A doença causa ainda muitos problemas como na visão, nos rins, no coração, celebrais, entre outros, por isso é importante o diagnóstico precoce.

NOVO CORONAVÍRUS

Pacientes que apresentam hipertensão ou que foram infectadas pelo novo coronavírus, precisam de ainda mais atenção e acompanhamento médico, conforme ressalta a doutora Flávia Gomes Galdeano, da ABM, ao explicar que, “a infecção pelo vírus COVID 19, normalmente, causa uma queda da pressão, porque a infecção causa uma inflamação no organismo e isso causa queda na pressão arterial, porém, uma das medicações mais importantes para o tratamento do COVID é o corticoide, que é um anti-inflamatório hormonal. Essa é uma das medicações, que podem causar hipertensão”.

“Com muita frequência, pacientes que não tinham pressão alta, passam a ter, pacientes que tinham uma pressão alta leve, passam a ter uma pressão alta bem mais agressiva e pode ser que depois, o organismo consiga fazer a eliminação desta medicação e a pressão volte ao normal ou pode ser que isso não aconteça, já que tudo é muito novo em se tratando deste vírus. Assim, é fundamental o acompanhamento médico.

PREVENÇÃO

As principais dicas para prevenir a hipertensão, são bem fáceis de serem realizadas, porém, exige uma mudança nos hábitos de vida e muita força de vontade do paciente. Entre as principais recomendações está, a redução da quantidade de sal, que é posto na comida; não usar sal na salada, colocando apenas no alimento que for cozido e não levar para a mesa; evitar consumo de comida industrializada, pois normalmente elas tem bastante sal como conservante; aumentar as atividades físicas ou fazer uma atividade física, caso não tenha o hábito, já que ela baixa a pressão; dormir bem, pois quem dorme mal, tem uma tendência a aumentar mais a pressão; ter momentos de lazer, de relaxamento, para diminuir o estresse e a ansiedade, diminuindo assim, a pressão.

“Importante lembrar que, existe este problema e que ele não acomete apenas pessoas de idade, mas pode acometer qualquer ser humano. Então, não deixe de ir ao médico uma vez por ano fazer uma avaliação; passar no posto e fazer uma avaliação e aferir a pressão, sempre que possível, pois essas são coisas simples que fazem muita diferença”, alerta a cardiologista.


Fonte: Midia Press Ass Comunicação



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