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SAÚDE

“CRIANÇAS EXPOSTAS DEMAIS AO SOL, PODEM TER CÂNCER DE PELE NO FUTURO”, ALERTA ESPECIALISTA

(...) vários estudos mostram que, crianças que se queimam no sol, tem um risco muito maior de ter câncer de pele na vida adulta e esse câncer de pele é o melanoma, que é o mais grave. Com o verão chegando, muitas famílias aproveitam a temporada de férias na praia e acabam se expondo demais ao sol, porém é cada vez mais necessário prevenir a saúde da pele com alguns cuidados. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA – o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, sendo que em 2020 a expectativa é de um registro de 176.930 novos casos, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres. De acordo com a médica dermatologista, Martina Dalcegio Cavalca, membro da Associação Brusquense de Medicina – ABM, é muito importante ficar atento aqueles cuidados básicos, mas que muita gente esquece, tais como usar bastante filtro solar, com fator mínimo 30; roupas adequadas com proteção; além de chapéus e bonés, ficar embaixo de sombrinhas que sejam de tecido ou lona (com proteção ultravioleta), pois as de nylon, deixam passar muito sol, ou seja, radiação solar. O horário de exposição ao sol, também merece atenção, pois teve ser sempre antes das 10 da manhã e depois das 16 horas. “Sabe-se que a areia reflete a radiação solar, então mesmo na sombra a pele pode queimar. É importante usar filtro solar e as roupas de proteção ultravioleta em adultos e crianças sempre, inclusive quando ficar na sombra”, explica. Ainda segundo a dermatologista, é fundamental que os pais tenham atenção redobrada com a exposição dos filhos ao sol, para prevenir câncer de pele no futuro. “Os efeitos do sol são cumulativos ao longo da vida e existem vários estudos mostrando que, crianças que se queimam no sol, tem um risco muito maior de ter câncer de pele na vida adulta. Dentre os tipos de câncer de pele, o risco aumenta para o mais grave, que é o melanoma. Então, tem sim que tomar muito cuidado com as crianças para elas não se queimarem”, alerta a médica. Vale destacar que, para bebês com menos de seis não há nenhum filtro solar que seja adequado para essa idade, então tem que evitar a exposição solar. Já para as crianças maiores de seis meses, o ideal é que seja um filtro infantil, daqueles físicos mesmo, brancos e mais grossos, porque eles protegem um pouco mais e por mais tempo, mas não se pode esquecer de reaplicar o produto. A doutora Martina sugere que, além do boné e de um “chapeuzinho”, “os pais optem sempre por roupas com proteção ultravioleta, pois as crianças ficam incomodadas em repassar o protetor solar a todo instante, já que estão brincando na areia e na água, e assim elas ficam tranquilas e protegidas”. BRONZEADO Ainda falando dos efeitos acumulativos do sol, a dermatologista explica que as nossas células sofrem mutações pela radiação ultravioleta, então quanto mais exposição ao sol, mais efeitos somam ao longo do tempo, surgindo as manchas causadas pelo sol, e o câncer de pele no futuro. Então, por isso a gente tem que cuidar a vida inteira. “Normalmente, quando a pessoa se queima no sol, três dias depois ela melhora da ardência e esquece da queimadura, mas as células do corpo não esquecem e vão sofrendo essas mutações ao longo do tempo. A cada queimadura surge um novo dano celular, e o bronzeado não deixa de ser uma resposta do corpo à exposição solar. O corpo entende que está pegando muito sol e produz mais pigmento pra queimar menos. Então, o bronzeado não deixa de ser uma forma de defesa do organismo”, descreve a médica dermatologista e conclui: “Por isso, nós [dermatologistas] não entramos muito nessa questão de bronzeado saudável, porque ele não existe. O bronzeado saudável mesmo seria o creme auto bronzeador”. CUIDADOS COM A IMUNIDADE É indiscutível, que o sol tem seus efeitos para melhorar a imunidade, pois aumenta a disposição e nos deixa bem mais felizes, além de nos ajudar no tratamento de algumas doenças como a depressão, mas é necessário se expor ao “sol saudável”. O sol em excesso pode também baixar a imunidade, como quando ficamos muito tempo expostos a radiação e surgem herpes no lábio, sendo um sinal de baixa imunidade. Com relação a necessidade de vitamina D, a médica Martina Dalcegio Cavalca, explica que “na nossa região [litoral e vale do Itajaí, em Santa Catarina], temos uma exposição solar adequada e mesmo sem exposição forçada ao sol a nossa produção de vitamina D é mantida”. E quem precisa? Pessoas acamadas e que não andam no sol, precisam se expor um pouco mais ao sol para produzir vitamina D, mas sempre com cuidado e atenção. “Essas pessoas em especial devem expor ao sol, uma área do corpo que normalmente não pega sol, como a barriga, por exemplo. Elas tem que ficar 15 minutos no sol, neste caso, o sol depois das 10 da manhã, e apenas três vezes por semana. Isso é o suficiente, pensando na produção de vitamina D”, diz a médica. “Com as novas medidas contra o coronavírus, a gente sabe que a transmissão ao ar livre é menor, então mantendo um distanciamento adequado, em atividades ao ar livre, dá para se ter todos esses cuidados e ainda aproveitar os benefícios do sol e evitar a disseminação de qualquer outra doença”, finaliza a dermatologista.


Fonte: Mídia Press Comunicação




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