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Rodovia Antonio Heil entra em pacote de concessões e deverá ter cobrança de pedágio


Estrada faz parte de lote de trechos federais e estaduais que serão concedidos à iniciativa privada em 2023


Depois de discussões e idas e vindas, Santa Catarina caminha para ter pedágios em estradas estaduais, dentro de um modelo concessãoem híbrido, conjunto com rodovias federais. Serão mais de três mil quilômetros que vão ser pedagiados e irão contemplar sete rodovias federais e 24 estradas estaduais. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de parcerias públicas-privadas, Ramiro Zinder, à Rádio CBN Diário, de Florianópolis.


A proposta de concessão de rodovias federais e estaduais em SC engloba as BRs-153, 158, 163, 280, 282, 470 e 480 (total de 1.647,3 km) e as SCs-108 (que em parte é a Rodovia Ivo Silveira), 110, 114, 120, 135, 155, 157, 163, 280, 283, 350, 355, 370, 386, 410, 412, 417, 418, 421, 445, 452, 453, 480 e 486 (Rodovia Antonio Heil), em um total de1.506,1 km.


Os estudos serão conduzidos pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), do Governo Federal. Eles estão em fase final de contratação pela EPL, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O modelo catarinense deverá semelhante ao já adotado em 4,5 mil km no Estado vizinho do Paraná. A expectativa do Ministério dos Transportes é lançar o edital no segundo semestre de 2023.


“A articulação do Governo de Santa Catarina com o Governo Federal possibilitou a qualificação dos trechos de rodovias catarinenses junto com o bloco de concessão das rodovias federais. Isso nos permitirá investimentos privados para aumentar a qualidade da logística do nosso estado”, disse Ramiro Zinder.


Segundo a Secretaria da Fazenda (SC), estima-se em R$ 5 bilhões a necessidade de investimentos em rodovias federais, principalmente nas BRs 163, 280, 470 e 282. Para as rodovias estaduais, são necessários R$ 7 bilhões de investimentos. Esse dinheiro não existe.


O modelo de concessões de rodovias federais não é novo. No governo Raimundo Colombo a ideia foi levantada, mas acabou abortada meses depois diante de muitas reclamações por parte de lideranças políticas, empresariais e da comunidade.


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