Buscar
  • jornaltpadm

OPINIÃO

A ditadura da imprensa

José Francisco dos Santos*

Professor de Filosofia

Eu cresci ouvindo falar que um dos pilares de uma democracia é a imprensa livre. Continuo acreditando nessa máxima, e não tenho a menor dúvida da diferença que faz a imprensa em tudo o que acontece ou deixa de acontecer, por conta de seu imenso poder de formação de opinião.

Mas há muito perdi a ingenuidade de que a imprensa, ou pelo menos a maior parte dela, esteja preocupada com a democracia. E também deixei de abastecer o meu cérebro com o que sai na grande imprensa, porque, como já dizia um roqueiro falecido, já na década de 1980, “eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”.

Mas nunca como agora a imprensa, pelo menos em seus veículos mais proeminentes, no mundo inteiro, funcionou como uma imensa usina de mentira, de narrativas e de produção massiva de “fake news”.

É que, pelo menos até um passado recente, havia concorrência real entre os veículos de mídia. A Folha de S. Paulo e o “Estadão”, por exemplo, sempre procuraram manter linhas editoriais divergentes, ou a Globo e a Bandeirantes, a CNN e a NBC, e assim por diante. Mas agora, o poder global dos megacapitalistas (George Soros, Fundação Rockefeller, Fundação Ford, Fundação Bill & Melinda Gates) pasteurizou a imprensa mundial, de modo que a narrativa que vem desses centros de poder é apenas reproduzida, com a mesmíssima visão jornalística, por praticamente todos os veículos de comunicação.

Se é para esconder algo, ninguém vai dar um “furo de reportagem” para divulgar. Assim, como já nos ensinava o Professor Olavo de Carvalho na década de 1990, toda a imprensa latino-americana escondeu a existência do “Foro de São Paulo”, e quem falava nele era considerado “teórico da conspiração”. Em junho de 2019, no Distrito Federal, o menino Rhuan Maicon da Silva Castro, de 9 anos, foi assassinado e esquartejado pela própria mãe, que formava uma dupla lésbica com outra mulher. Elas já tinham cortado o pênis do menino, meses antes, tentando transformá-lo em menina. Como a coisa complicou, resolveram matá-lo. A notícia seria suficiente para abastecer a imprensa, especialmente os programas sensacionalistas, por meses e meses. Mas nenhuma palavra foi dita ou escrita sobre o caso, no país inteiro. Um silêncio sepulcral. Aqui em Brusque, nós só ficamos sabendo porque o Paulo Kons, que tem contatos com conselhos tutelares de todo o país, recebeu a notícia em primeira mão. Nada do que possa desabonar a elite “LGBTQIA+” ou essa diabólica ideologia de gênero pode ser noticiado.

A imprensa mundial participou do esquema que derrubou o presidente Trump, nos Estados Unidos, numa eleição com evidências absurdas de fraude e com a invasão do Capitólio perpetrada por militantes do partido democrata, dando a entender que eram partidários do Trump. Mas como a imprensa, em uníssono, assumiu a mesma narrativa, a versão oficial é que o demônio antidemocrático é o ex-presidente.

O mesmo acontece aqui com o presidente Bolsonaro. Seu governo é sabotado por um STF corrupto e antidemocrático, que estupra a Constituição a seu bel prazer. Mas quando o presidente, ou qualquer um de nós, diz isso, somos acusados de atentar contra uma instituição democrática e querermos a ditadura. O presidente precisa ser derrubado a qualquer custo, para que os milhões em verbas públicas, hoje aplicados na condução de obras de infraestrutura (negligenciadas pelos noticiários!) voltem a fluir nos cofres dos grandes jornais e TVs, das ONGs e artistas do “ele não”.

Recentemente, o presidente fez importantíssimas revelações, em “live”, dos muitos indícios de fraudes nas últimas eleições, justificando o pedido dele, e do povo brasileiro, que o apoia maciçamente nas ruas, para que tenhamos urnas auditáveis, com voto impresso. Mas a imprensa, com as raríssimas exceções de sempre, mantém diuturnamente a narrativa de que o presidente está atacando o STF e não tem prova de fraude nas eleições.

Mas é lógico que ele não pode ter provas. Ele mostra os indícios. As provas não podem ser mostradas porque as urnas não são auditáveis. É o óbvio ululante! O único jeito de evitar isso é aumentar a transparência do processo eleitoral. Só ganha com isso quem realmente está pensando em fraude.

Mas a imprensa não dá trégua. Esconde as multidões que apoiam o presidente e supervaloriza as minorias que vão se manifestar contra, minimiza o vandalismo da esquerda, distorce os fatos, insiste sempre na mesma narrativa.

É só ver o “samba de uma nota só” que é a cobertura da imprensa sobre a pandemia. Para a imprensa e para a esquerda defensora dos “direitos humanos”, o presidente é genocida. Mas o genocida de fato, Tedros Adhanam, responsável pelo desaparecimento de aldeias inteiras na Etiópia, preside a Organização Mundial de Saúde, e entidades defensora dos tais direitos humanos sequer mencionam esse fato. Todos os médicos e cientistas que falam contra o discurso oficial são silenciados, ignorados ou desacreditados pela mídia. E ai de quem falar algo da China, a responsável direta pela criação e divulgação do vírus. Isso sem falar do circo da “CPI da Pandemia”, liderada pelo grande democrata e padrão de honestidade, o senador Renan Calheiros...

E eles insistem ainda em afirmar que defendem a democracia. Uma democracia que não respeita os fatos nem a opinião do povo.

Ninguém pode se manifestar em sentido contrário. Alexandre de Moraes já está querendo enquadrar a Jovem Pan e o Brasil Paralelo, assim como já, de modo absolutamente inconstitucional, tem conduzido o tal inquérito das “fake news”, que só serve para perseguir quem apoia o presidente. Mas não ousemos denunciar isso. Seremos chamados de antidemocráticos.

Eu mesmo fui gentilmente convidado a deixar de escrever minha coluna semanal no jornal “O Município”, porque era para escrever apenas “temas locais”. Mas os detratores do presidente estão livres para quebrar a regra sempre que desejarem.

Diz-se que a pior ditadura é a do judiciário. Mas pode-se acrescer a essa também a da imprensa. A imprensa não é mais vítima da censura. Ela é quem produz a censura.

O STF, maciçamente nomeado pelo PT, livrou a cara de Lula e o tornou elegível. Agora insiste em não aceitar as urnas auditáveis. Isso faz lembrar o que disse José Dirceu, a cabeça pensante dessa imensa máfia. Ele disse que iriam tomar o poder, o que é diferente de ganhar eleição. O próprio Dirceu foi libertado, sem mais nem menos, e solto sem tornozeleira pelo seu ex-advogado que, por acaso, agora é ministro do STF. Mas é óbvio que nada disso é apresentado, questionado ou discutido na imprensa.

Então, quem vocês pensam que ameaça a democracia? O presidente, que quer transparência nas eleições? Ou as Forças Armadas, que têm o dever de garantir a Constituição? Não tenho dúvida de qual é a opinião dessa imprensa carcomida até o osso e da “intelectualidade” formadora de opinião, suas ONGs, artistas e demais chupins do dinheiro público.

O povo pensa o contrário, mas o povo, como sabemos, é antidemocrático.

Que Deus nos ajude!

*José Francisco Dos Santos – Prof. Zezinho, consultor do GRUPIA. Graduado em Filosofia pela Unifebe, Especialista em Fundamentos da Educação pela FURB, Mestre e Doutor em Filosofia pela PUC/SP, é professor do Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE, Faculdade São Luiz e Faculdade Sinergia.



9 visualizações0 comentário