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Especialistas alertam para cuidados com Covid tardia

Dados apontam que, não tratadas, as sequelas da infecção por SARS-CoV-2 podem se agravar e, em alguns casos, causar a morte.

Vários estudos já analisaram as sequelas da Covid longa, também conhecida como Síndrome pós-Covid, Covid persistente, Covid prolongada ou Covid tardia. De acordo com uma pesquisa norte-americana divulgada em março deste ano mostrou que 27% dos 1.407 pacientes entrevistados ainda sofriam com os sintomas da doença meses depois de terem se livrado do vírus. Sabe-se ainda que, não tratadas, as sequelas da infecção por SARS-CoV-2 podem ainda se agravar e, em alguns casos, causar a morte.

O COVID tardio causa uma série de manifestações principalmente neurológicas e pulmonares, que ainda são sendo devidamente registradas e reconhecidas. O que se sabe é que a maioria das pessoas não incubam o vírus e manifestam depois, mas após a infecção aguda devido a variações na resposta inflamatória se manifesta progressivamente e passa a apresentar efeitos tardiamente.

“É importante alertar que, se a pessoa voltar a sentir novos sintomas, pode ser uma reinfecção. Como já é comprovado, a partir de seis meses, existe uma chance crescente de reinfecções por outra variante de coronavírus que, em algumas pessoas pode ser mais grave e em outras, mais leve. Então, reforçando que as medidas de dificultar a disseminação do vírus são importantíssimas, pois não sabemos como é a nossa resposta numa reinfecção, ela é variável”, explica o médico membro da Associação Brusquense de Medicina – ABM e coordenador da residência medica no hospital Azambuja, em Brusque, Antonio de Pádua Santos Lanna.

Ainda de acordo com o especialista, “nas sequelas tardias do COVID, as que mais preocupam são do ponto de vista pulmonar, como diminuição da função pela própria inflamação e até fibrose pulmonar, levando a complicações mais graves e que podem causar a morte. Já as manifestações neurológicas, principalmente de fraqueza muscular, não levam normalmente à morte, mas a um grande prejuízo das atividades diárias.”.

Entre as complicações que podem vir ainda, devido à evolução do COVID tardio, são perda prolongada do olfato, cansaço crônico, dor muscular crônica, fraqueza muscular crônica, ansiedade, depressão, palpitação, entre outras. Portanto, é fundamental evitar a doença tomando as medidas necessárias.

VARIANTE DELTA

Apesar da diminuição das mortes e das internações, o vírus continua circulando, e a variante Delta, que é o mesmo coronavírus, porém com mutações que favoreceram a disseminação, tem ainda infectado muitas pessoas.

Assim como os demais médicos vem orientando a população, o Dr Lanna alerta para a importância de concluir as duas doses de vacinação, pois mesmo vacinadas as pessoas ainda podem se contaminar e pode transmitir o vírus.

Então, permanecem aquelas orientações de usar máscara, higienizar as mãos com frequência, usar álcool em gel e distanciamento social, justamente para evitar infecção e também que a COVID 19 chegue aos mais frágeis e aos que ainda não estão vacinados.

“Além disso, é interessante manter um estilo de vida saudável, pois as pessoas que fazem exercícios, associado a uma alimentação adequada, tem menos complicações, recuperam-se melhor da doença e não desenvolvem os sintomas do COVID tardio”, conclui o especialista.



Fonte: Midia Press Comunicação



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